Madonna: a difusora da Moda

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  Oie meninas, para quem não sabe quarta-feira passada (05/12) estive presente juntamente com o Leandro ( meu noivo) e o Breno da Loja Bossa no segundo e último show da turnê MDNA da cantora Madonna em São Paulo. Essa foi a segunda vez que assistimos a um show da diva. A primeira foi em 21/12/2008 quando ela veio ao Brasil depois de quinze anos para se apresentar com a turnê Sticky and Sweet.

  Bom, hoje consigo entender porque ela está na mídia a mais de 30 anos. Nas duas vezes que assisti ao show, fiquei colada no palco, consegui ver até os poros da sua pele. Mas além da beleza, charme, músculos e simpatia, o que mais me surpreendeu foi a energia que aquela mulher transmite...inexplicável!!!

  Quando se trata de Madonna, é impossível não falar também de moda, afinal, a diva é, sem dúvida, bem mais que apenas uma influência musical. Ela sempre lançou moda e por diversas vezes influenciou criadores. Ousada e displicente, Madonna nunca se deixou abater pelas críticas. Praticamente uma “camaleoa”, ela sempre ditou tendências de moda. Foi responsável por levantar o nome de criadores, como o de Olivier Theyskens, quando apareceu vestindo uma das criações da primeira coleção do estilista no Oscar, em 1998. Na década de 90, ao usar o corpete de bojo cônico de Jean Paul Gaultier, divulgou o nome do estilista francês por todo o mundo. Além disso, já foi clicada para alguns editoriais de moda; para a Versace duas vezes.

  A cantora revolucionou o mundo da moda, principalmente para o público jovem. Lingeries usadas como peças externas, saias justas, umbigo à mostra, saltos agulha, rendas... Essa audácia em trazer para o público uma atitude diferente, faz de Madonna a Maria Antonieta contemporânea; ambas desafiaram idéias já haviam sido estabelecidas. Vanguarda é a palavra-chave para definir Madonna, mas por que a cantora continua sendo até hoje admirada e copiada?

  Ela é com certeza um fenômeno cultural, um verdadeiro símbolo de moda, identidade e atitude. Conseguiu difundir sua personalidade, mostrando que pode ser construída por meio da moda, influenciando todo um contexto, exercendo uma espécie de poder sobre seus admiradores. Ela construiu uma identidade e produziu uma cultura de consumo no gênero feminino, criando um imaginário, no qual “ser Madonna” resolveria todos os problemas das mulheres, principalmente das jovens, se tornando um sinônimo de glamour, extravagância, sensualidade e feminilidade.

  Inevitavelmente, Madonna faz parte do desenvolvimento de uma nova cultura; tanto para a moda quanto para comportamentos, mas não deixa para trás os aspectos que atraíram e influenciaram tanto seu público: o vanguardismo, a ousadia e a personalidade. Segundo suas próprias palavras, ela não segue tendências, as cria. É uma afirmação um pouco polêmica. Conforme afirmou João Braga, professor de História da Moda da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), ela não cria, mas difunde as tendências; consegue enxergar bem o que é vanguarda e agregar isso ao seu mundo.

  Criadora ou difusora, Madonna não deixa de ser um dos maiores fenômenos da transição entre dois séculos.


Louis Vuitton.


Versace.


Versace.



Versace.


Dolce e Gabanna.


Jean Paul Gaultier.


Jean Paul Gaultier.


Figurinos da turnê MDNA assinados por Jeremy Scott, Alexander Wang e Jean Paul Gaultier. Os sapatos são Prada e Miu Miu


Louis Vuitton.


Filme "Procura-se Susan Desesperadamente".


No Oscar de 1998



Fase Like a Virgin

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