1º dia SPFW Inverno 2016

13:21:00

  Na última edição da São Paulo Fashion Week que apresentou as coleções de inverno 2016 teve inicio no dia 18/10 com o desfile do Alexandre Herchcovitch. Como estava no Rio de Janeiro não foi possível participar do primeiro dia, mas estive presente em todos os outros e registrei os melhores momentos.

  Meu look
  Para o primeiro dia escolhi um look de uma das maiores estilistas brasileiras que é a Paula Raia. Nessa edição a Paula não desfilou na SPFW, mas eu estive presente representando o maravilhoso trabalho dela. Ahhh...esse look foi super fotografado onde saiu nos sites: Revista Quem, Vogue, Marie Claire e Arlindo Grund e nas páginas da Revista Quem.


Look PAULA RAIA/ Clutch BOSSA/ Sandália AREZZO/ Óculos MIU MIU






  Na segunda-feira as marcas que apresentaram a coleção de inverno 2016 faram: Animale, Uma, Ronaldo Fraga e Lilly Sarti. Escolhi 5 looks que eu mais gostei de cada desfile para mostrar para vocês:


  ANIMALE

  Duas referências, uma vinda de Vitorino Campos, outra de Beth Nabuco, culminaram na inspiração para o Inverno 2016 da Animale. “Vi uma exposição do Tadao Ando no Bon Marché, em Paris, e só conseguia pensar nele”, conta o estilista sobre o trabalho do arquiteto japonês autodidata e ganhador do prêmio Pritzer na categoria arquitetura, famoso por seus projetos de concreto com linhas simples e interação com a natureza. Diretora criativa da marca, Beth Nabuco olhou para uma “urban jungle”, nas palavras de Vitorino, indo até o movimento da Land Art, em que as obras são site specifics feitas em integração com a paisagem, utilizando muitas vezes elementos da natureza do próprio lugar para compor o trabalho, como pedras, madeira, etc.

  Da união da arquitetura com a natureza surgiu o que o estilista chamou de uma coleção de híbridos, com looks focados na individualidade de cada modelo, com muitas variações capazes de contemplar diferentes tipos de mulher, usando assim comprimentos e propostas de modelagem variadas, da alfaiataria em casacos e peças mais estruturadas à languidez da seda em peças mais soltas e a pegada sexy da renda francesa recortada artesanalmente, com transparência em tops e minissaias.







  
  UMA

  A Uma está cada vez mais se tornando um oásis para os adeptos da moda minimalista.
Poucas cores, roupas lisas, mas com cortes, construções e texturas que a tiram do lugar comum. Nesta temporada Raquel está inspirada por sua recente experiência em Nova York, onde acaba de abrir uma loja da Uma. Olhando o vai e vem nas ruas, a forma como as pessoas se movimentam, um clima eclético no vestir, com sobreposições que se adequem ao frio-quente (entra no metrô, sai na rua, etc) e a questão da mobilidade, ela criou uma coleção versátil, descomplicada, confortável e com uma ênfase forte nas sobreposições, na mistura dos materiais e os efeitos que algumas técnicas podem causar na roupa.
  A coleção faz uma transição fácil da passarela para as ruas. Um mantô de lã se transforma em uma jaqueta, as botas fazem papel de legging, o plissado é na verdade um amassado, o moletom aparece misturado com materiais nobres, como seda e couro e os tingimentos são exclusivos (“aqui não temos nada, não há novidades, tecidos em cores novas, tudo temos que criar e desenvolver”).  Vale destacar as lindas peças de suede com película de foil e a cartela de cores enxutíssima – e suficiente.
  As transformações dos materiais também rendem bons momentos. Um moletom, por exemplo, passa por um processo de corrosão e ganha um ar mais desgastado e manchado. “Essa imperfeição faz parte da história”, disse, em uma conversa no backstage antes do desfile. O imperfeito da Uma parece perfeito pra gente andar por aí em qualquer inverno, em qualquer megalópole.







  
  RONALDO FRAGA

  “Não importa o nível intelectual, social, a idade de onde a pessoa vem: todo mundo tem uma história de amor para contar, que viveu ou que gostaria de ter vivido. O amor nos úne, nos nivela”, diz Ronaldo Fraga no backstage, horas antes de seu desfile cujo tema é o … amor. “O que tem como efeito o mais importante: imprimir a leveza de uma pluma ao peso da existência”, completa, no release do desfile que ele próprio sempre escreve e assina.
  As delícias, mais do que as dores do amor, são o foco da coleção do estilista, que sempre busca na literatura o ponto de partida para seus temas de desfile. Aí entram as dores e loucuras dos apaixonados em textos que ele pesquisou de Hilda Hilst, Fabrício Carpinejar e, especialmente, de “Um Livro de Amor”, lançado este ano pelas psicólogas Cristiane Mesquita e Rosane Preciosa. A trilha sonora mistura o erudito ao popular, reiterando o poder de alcance do sentimento, interpretado por Tchaikovsky, Chico Buarque ou pela dupla argentina sucesso dos anos 80 Pimpinela.
  Nas roupas, o tecido que aparece em tudo, tricotado, misturado ao algodão ou numa versão mais rústica é a seda, confeccionada pelas artesãs da Vale da Seda, região no Paraná que mais produz casulo de seda em todo o Ocidente. Mais de 50% do fio de seda usado pela Hermès, por exemplo, vem de lá. Ronaldo Fraga fez parceria com as artesãs, que confeccionaram os modelos que ele enviou, como os tricôs felpudos, o pullover multicolorido criado a partir do estágio em que o casulo já é jogado fora e um colar feito de casulos com o bicho da seda dentro!
  Com imagens realistas e surreais do coração mesclado a partituras musicais, textos de cartas de amor, flores de bananeira e até um floral tirado de um prato da casa do estilista, a estamparia é feita toda digitalmente numa máquina brasileira criada especialmente para estampar peças inteiras de roupa, e não pedaços de tecido, sempre naturais. A coleção de Ronaldo, aliás, é 100% produzida no Brasil, com materiais nacionais, com exceção da lava de vulcão da Colombia, usada como pedraria de um colar.
  A modelagem das peças parece mostrar, claramente, uma coleção masculina e outra feminina, com a das mulheres composta de calças e vestidos retos, com pouco volume, delineando levemente o corpo, e de calças, camisas, paletós e vestidos usados pelos homens. Já na abertura da apresentação, porém, Ronaldo revela que sua ideia é transpor o conceito de roupa com gênero, mesmo que ela pareça mais feminina ou masculina, e que ambos os sexos possam usá-la, quando um garoto e uma garota entram, vão até o fim da passarela e trocam de roupa em pleno desfile, saindo um com a peça do outro. O estilista, queria, inicialmente, que seu casting fosse só composto por modelos masculinos, que iriam desfilar as peças da linha masculina e também feminina, mas mudou e ideia na útlima hora e mesclou os 12 modelos homens usando 15 looks com as garotas.
  Na beleza, assinada por Marcos Costa, o foco é a boca vermelha. No cabelos, centenas de flores desidratadas por duas semanas pelo próprio maquiador, foram usadas nos meninos e nas meninas, numa simbologia de que o amor deixa marcas, mesmo quando acaba, seca. Marcos se inspirou numa obra de Leonilson, um bordado com a frase “O amor faz a gente enlouquecer”.
  Arrebatador, familiar ou fraternal, o amor estava por toda parte rondando Ronaldo Fraga, inclusive na ajuda extra recebida pelo próprio filho Ludovico, de 14 anos, que há cinco sem assistir a um desfile do pai (“por causa da escola, mas agora ele está indo bem e a gente liberou”) pediu especialmente para estar presente nesta coleção, e podia ser visto no backstage ao lado de Ronaldo o tempo todo.







  LILLY SARTI

  “Tenho uma ligação com o misticismo há muito tempo”, conta Lilly Sarti, sobre a inspiração para o seu desfile do Inverno 2016. Sem querer retornar à uma década específica, mas sem deixar de lado seu perfume setentista habitual, a marca incorporou o esoterismo com acabamentos luxuosos, como o tule devorê com símbolos que remetiam da Astrologia ao Egito Antigo, pashminas, pelo de ovelha, couro, tricôs e lamê, numa coleção que também flertou com outras décadas (vide as duas calças clochard super anos 80), ofereceu boas opções de calças de alfaiataria masculina e silhuetas mais amplas.
  Olhos de Horus (símbolo de proteção no Egito), yin e yang, cruz de Ansata e ícones de astrologia foram recortados no couro, a laser, aplicados em em várias peças de roupa, e também viraram belos braceletes, pingentes de colares e brincos. Moedas com elementos místicos vazados também foram feitas especialmente para a coleção e aplicadas em mangas de blusas e barras de saias, dando um movimento às peças. 







  Registrei vários momentos com o meu SNAP e postei no meu canal do Youtube, vejam:




  Esse foi o 1º dia. Aguardem os posts dos próximos... 



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