2º dia SPFW Inverno 2016

14:37:00

  Hoje mostro para vocês o resumo do 2º dia dos desfiles da SPFW. Quem me acompanha pelo SNAP sabe que a correria é grande. Funciona assim: Esse ano o evento tinha duas salas de desfiles, sendo que dois desfile nunca acontece simultaneamente. Então vamos de uma sala para outra sem parar e quando temos algum intervalo entre um desfile e outro podemos ficar nos corredores ou entrar nos lounges (só para convidados) para tomar um drink e descansar. Hoje além dos desfiles, mostrarei um pouco do lounge da Revista Vogue.

  Meu look
  O look do segundo dia foi o repeteco (sim!!! devemos repetir as roupas) da saia da Bossa mas com uma composição diferente. Nesse look optei por uma blusa mais clean focando no scarpin amarelo.


Camisa, sai e clutch BOSSA/ Scarpin AREZZO



    Por dentro do lounge da Vogue

  A Vogue marcou presença com um lounge super badalado em mais uma edição do SPFW. Nesta temporada de inverno 2016, o espaço que foi o ponto de encontro dos principais estilistas e formadores de opinião, foi assinado pela designer Ana Strumpf em parceria com RSRG e com a Branco Papel de Parede.
  A floresta encantada de Ana Strumpf para o papel de parede da Branco é o ponto de partida para o conceito do lounge, cujo projeto foi desenvolvido pelos arquitetos Regina Strumpf e Rogério Gurgel (RSRG Arquitetos) em parceria com Ana.






















  

  Fotos com personalidades nos intervalos dos desfiles

Com o estilista Walério Araújo 

Sônia Gonçalves

Ucha Meirelles



  Agora minhas cinco escolhas de cada grife que apresentaram suas coleções no segundo dia de desfiles:

  VITORINO CAMPOS

  Vitorino adora estudar sobre os mistérios do espaço sideral. Pode passar horas conversando com seus amigos sobre extraterrestres e novos planetas (“acho ignorância nossa achar que estamos sozinhos”, diz). Nesta coleção, as inspirações passam por aí. Um planeta rosa recém descoberto pela Nasa (o GJ 504b), estudos sobre ets e o filme “Interstellar”, que fala da descoberta de planos paralelos no espaço, foram os pontos de partida para a criação, tecendo uma colcha para uma menina que a gente não sabe se está chegando da balada de manhã ou se está se arrumando pra sair. Muitas peças, então, foram feitas pensando na força da gravidade, que vemos especialmente na leveza extrema dos vestidos longos. Uma série de quatro peças inteiramente bordadas à mão com Swarovski representa o universo. 18 mil cristais foram usados para os bordados.
  As estampas que aparecem na coleção na verdade são uma só, impressas em proporções diferentes. No lindo vestido que abre o desfile, ela é 1000% maior, num efeito que quase a gente não vê direito o que é, de tão espaçada que ela está. Em seguida, no look 5, ela está 1000% menor e parece uma padronagem de pequenas ondas. A mesma estampa também ganha outra cara quando aparece em 400%, como no vestido verde (look 18).
  Essa é a segunda vez que Vitorino trabalha com jeans, que aparece em seu estado bruto, sem nenhuma lavagem. As peças em denim pontuam a coleção com calças bem amplas, às vezes com um excesso de folga no quadril e nas pernas. “Estou gostando do processo inverso na construção, de deixar o movimento quase errado”, conta.
  Vitorino decidiu inserir alguns looks masculinos em seu desfile. É uma novidade para sua marca, que sempre trabalhou 100% com moda feminina. Dois looks foram apresentados, com calças amplas e mais curtas e uma jaqueta com fendas nos braços. A imagem é simples e flerta com a estética moderna e jovem que acompanha o trabalho do estilista. Vamos ver como isso vai evoluir.







  
  IÓDICE

  O olhar delicado da estilista Simone Nunes (ex-Hot Spot, mesma safra de Neon e Amapô) cai muito bem à Iódice. Em parceria com Waldemar, ela assina a terceira coleção para a marca, dessa vez inspirada pelo cinema. “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, traz uma inocência andrógina à coleção, baseada no personagem do adolescente Tadzio, por quem o compositor austríaco de meia idade Gustav von Aschenbach se apaixona platonicamente. A inspiração, porém, não para aí, e à essa imagem é acrescentada a pegada grunge à la Kurt Cobain, outra referência para o inverno 2016 da Iódice. A sensualidade insinuada quebra tanto a polidez da referência à Belle Époque (a história do filme, baseada no livro de Thomas Mann, se passa no início do século) quanto o desmazelo do grunge.
  Na passarela, o resultado são peças que flertam com o estilo marinheiro com listras largas em camisas, tops e saias, arrematadas por uma boina usada de lado por algumas meninas, abotoamento duplo de uniforme (marinha, militar) nos casacos que aparecem oversize, assim como os tricôs, grandões, usados por cima de saias transparentes ou com grandes babados. Na cartela de cores, muito marinho, preto e branco com toques laranja tijolo.








  GIG COUTURE

  A GIG Couture mostrou a força que uma coleção toda feita de tricô pode ter neste inverno 2016. Com seu colorido e estampas bold característicos do DNA da marca, Gina Guerra criou uma imagem muito contemporânea e fresh ao misturar shapes esportivos com toques dos anos 90 numa silhueta que mesclava o slim e o oversize na mesma medida em que fazia referência ao art déco nos desenhos gráficos, passarinhos bordados no tricô e apostava em maxijaquetas com mangas arredondadas e estufadas, caso das peças de matelassê de tricô, uma das novidades da grife.
  A brasilidade apareceu em estampas tropicais como a do abacaxi, tanto na coleção feminina como na masculina, a última um lançamento da grife nesta estação. “Queria fazer uma rua chique”, contou Gina no backstage, referindo-se ao street style decorativo que elaborou, com o belo acabamento dos tricôs maquinetados, as bolsinhas e bijuterias com dourado e acrílico colorido da Lool, os bordados preciosos (primeira vez também que faz) em looks que flertavam com o espírito retrô dos anos 20 com as malhas presas da cintura para baixo até o quadril, usadas com saias longas, mas também remetiam às garotas geeks fashionistas tão vistas nas passarelas internacionais, com sua gola de camisa aparecendo por baixo da blusa, sua meia soquete com sapato masculino. Calças e saias clochard (parece que elas estão de volta, na Lilly Sarti também apareceram!), remetem ao final dos anos 80, mas o jeito de usar é mais 90, a década da vez na moda. 







  
  JOÃO PIMENTA

  O homem de João Pimenta saiu da passarela e ganhou as ruas, as festas chiques, os escritórios mais modernos. Ele ficou mais comercial, e isso é ótima notícia. “Quis me aproximar do meu cliente. O diferencial está no detalhes”, contou o estilista, no backstage, antes de seu desfile. Com a parte superconceitual, sempre muito criativa, suavizada, saltam aos olhos os acabamentos e paletós muito bem cortados do estilista, que usou 20 tecidos vintage da Paramount para criar seu Inverno 2016. Alguns têm histórias curiosíssimas, como o marinho, usado orginalmente para fazer hábitos de freiras de um convento.
  O flerte que sempre existiu com o guarda-roupa feminino e a ideia de fazer uma roupa sem gênero da estação passada estão, no final, todos presentes nesta coleção, mas de um jeito diferente. O babado usado na lapela de alguns dos paletós é deliciosamente divertido, um pouco ousado para muitos homens, ótima ideia para os menos caretas e perfeito para as mulheres, ainda que não tenha sido feito especialmente pensando nelas. Nos conjuntos mais tradicionais, de calça, paletó e camisa, as cores, como o verde e o amarelo que remetem ao Brasil, numa padronagem xadrez fininha, além das referências a ícones bem conhecidos do Brasil revisitados em imagem da Nossa Senhora bordada ou estampada, flor de guaraná e tucanos idem, dão um toque de humor às peças.
  Bordados e jacquards, tanto italianos quanto confeccionados especialmente para o desfile (caso dos tucanos) são especialidades de João Pimenta, bem-sucedidas neste inverno, que ainda traz ótimas botas e sapatos que fazem este jogo entre o casual e o social, criados pela Westcoast, à venda já a partir de amanhã na loja Choix (SP) e Hemb (Porto Alegre). João Pimenta passará também a vender nas duas lojas, a partir desta coleção. 







  
   PATBO

  “Comecei a fazer esta coleção há um ano, a partir de um tecido antigo de tweed e de uma pena que tinha em casa. Pensei: o que posso fazer com isso?”, contou Patricia Bonaldi, no backstage do desfile. Esse foi o ponto de partida do inverno 2016 da PatBo. Rústico, o tweed remetia a cobertor, que fez lembrar as peles e capas usadas nos ombros pelos povos nômades, o que acabou levando aos vikings. Enfim, Patricia interpretou a referência dentro do repertório de sua marca, injetando muito glamour e trocando os bordados pelas franjas e cordas. “É um universo mais rústico, de uma mulher mais madura.”
  As cordas trançadas, tipo corda de marinheiro (que viraram tranças na beleza do desfile) foram, junto com as franjas, o recurso decorativo mais importante e novo para a PatBo. Elas aparecem no lugar dos cintos, em detalhes de golas, e também compondo dois vestidos inteiros, as peças mais trabalhosas da coleção (uma delas a que abre a apresentação): demoraram 90 dias para ficarem prontos, por conta do trançado e bordado das cordas.
  O bordado é o carro-chefe de Patricia Bonaldi. Embora não tenha desaparecido na coleção, ele é usado com muito, mais muito mais parcimônia, dando lugar a recursos diferentes para decorar a roupa, o que representa uma nova fase (pelo menos nesta coleção) em termos de criação de moda. Ao experimentar propostas diversas, usar as franjas de maneira não tão tradicional, apostar nas cordas de marinheiro e no tweed rústico, a estilista caminha para um olhar mais maduro sobre sua marca.







  
  ELLUS

  O desfile da Ellus aconteceu em torno do lançamento de uma nova linha, a Ellus Sport DLX (deluxe), uma novidade que traz junto um novo fôlego para a marca e a reconecta com suas raízes de moda jovem e de rua. A linha surgiu a partir de um “jogging denim”, lançado há duas temporadas, que tem muito mais flexibilidade do que o jeans normal. “A linha fala de mobilidade e conforto, aliado à tendência esportiva no streetwear”, diz o estilista Rodolfo Souza. A ideia não é fazer roupa para atletas e sim trazer a cultura do sportswear para a moda da Ellus.
  Além das referências esportivas e de rua, a Ellus também olhou para os anos 90, um revival que tem tomado a moda no mundo. De fato, mesmo que recente, é uma década muito rica e inspiradora pra moda. Estilistas como Alexander Wang e Hedi Slimane, entre outros, têm construído muitas coleções em cima de elementos dos 90. A logomania é um deles, que a Ellus faz de maneira divertida, estampado seu nome em cardarços, aviamentos, estampas, bonés.
  O lado sofisticado da Ellus ainda se faz presente com alfaiataria, materiais trabalhados, acabamentos e uma riqueza de cores, que vai do preto aos vibrantes vermelho e amarelo, e tecidos, do veludo ao couro metalizado. As referências esportivas aparecem em estampas e tecidos como o nylon (que também aparece em acabamento resinado). “É uma coleção super jovem, é a juventude das ruas usando peças esportivas e streetwear”, explica Rodolfo. “Mais que tudo, é um desfile verdadeiro e nossa preocupação é que essa coleção chegue nas principais lojas da marca”.








  Snap do segundo dia


  Gostaram? Logo postarei o 3º dia!!!
  Beijos...

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