4º dia SPFW Inverno 2016

16:52:00

  Quando chega o penúltimo dia dos desfiles já estamos super cansadas mas com um aperto no coração por saber que só teremos somente mais um dia. Esse dia foi um dos que eu mais gostei, pois assisti ao desfile da minha amiga Gloria Coelho, e lógico que não poderia deixar de  ir vestida com um look dela. Essa capa além de incrível é muito vesrsátil...aqui eu usei como se fosse um vestido, mas fica linda com calça ou sobrepor com um vestido. 

  Meu Look

Capa e Sapato GLORIA COELHO/ Clutch NOVIDADINHAS/ ÓCULOS CHILLI BEANS




Com a linda e querida Donata Meirelles


No backstage com a Gloria Coelho que eu amo!!!



  LETHÍCIA PARA RIACHUELO

  Lethicia Bronstein costuma fazer peças sob medida pra celebs como Carol Dieckmann e Mariana Rios. E agora vai aumentar bastante o leque de clientes com uma coleção em parceria com a Riachuelo, apresentada durante o SPFW em desfile na galeria Baró, na Barra Funda. A coleção completa, cheia de rendas, leopardo e um floral abstrato de fundo escuro chega às lojas da rede dia 23/10.
  “Queria dar a oportunidade das pessoas poderem comprar alguns looks do desfile que não vão ser vendidos nas lojas”, explica Lethicia.








  GLORIA COELHO

  Saem os vestidos de festa, entram os casacos. Neste inverno, Gloria Coelho mudou o foco e apostou no mantô como a peça-desejo de sua coleção. Item mais importante do guarda-roupa, o casaco aqui conquista menos por seu caráter funcional e mais pelo shape, pelas sacadas de modelagem, mix de materiais sofisticados, elementos decorativos que o tornam, além de útil, irresistível.
  A mudança teve, além de um incentivo climático (afinal, é inverno), um propósito comercial. “O mercado de moda festa já está saturado, acho que faltam mantôs. Então se você precisa de um, é na minha marca que vai encontrá-lo”, disse Gloria, antes do desfile. De novo, a necessidade já virou questão secundária no caso dos casacos da coleção, inspirados no glamour guerreiro cool dos antigos povos nórdicos, no frio de neve que soa quase como ficção para a gente, e mais especificamente, na fortaleza comandada por John Snow na série “Game of Thrones”. O casaco preto, franzido na cintura, com pelo de carneiro nas mangas, num só lado do peito, caindo para traz como uma grande gola, remete a peles animais jogadas no ombro e é a versão perfeita de um John Snow feminino contemporâneo glamouroso. Com um campo de batalha totalmente diferente, claro. “Imagino meninas que vão para festas na Inglaterra, por exemplo, que são excêntricas mas têm o prazer da moda”, conta Gloria.
  Usados como vestidos, com hot pants por baixo ou com cintos e coletes de faixas de couro que lembram armaduras, os casacos misturam couro, uma textura de cobra feita de um material sintético, lã, pelo de carneiro e coelho, em shapes variados, às vezes levemente arredondados, outras mais retos, sempre com volumes contidos. Destaque para o modelo marrom de lã com mangas e gola de falso vison e também para o casaco creme de lã, com círculos de cetim de seda aplicados, superbarra dobrada para fora, usado com gola de pelo.
Junto aos mantôs, jaquetas e casaquetos complementam a coleção, que passeia por várias décadas, dos anos 60 nos conjuntos de minissaia e casaqueto ou colete de tweed com couro coloridos, usados com meia da mesma cor, aos 90, caso do macacão de alfaiataria preto, bela peça da coleção, usado com uma estola de pele vestida na diagonal, ótimo recurso de styling. A alfaitaria, aliás, é parte importante da coleção em termos comerciais: só as calças representam 35% das vendas da marca, segundo a estilista.

  Complementam as roupas as bonitas botas, tanto as curtas de neoprene (destaque para a branca) quanto as de cano alto bicolores ou tricolores, sempre sem salto.








  FERNANDA YAMAMOTO

  Fernanda passou um ano indo a Cariri, na Paraíba, visitando pequenas comunidades de mulheres rendeiras. Elas aprendem a costurar com 7 anos e, 40 anos mais tarde, ainda repetem o que suas avós já faziam de renda renascença. Isso não é pouca coisa, mas Fernanda queria chegar com uma proposta nova, sem desrespeitar a tradição. “Queria trazer uma leveza para essa renda, que é mais dura. Como conseguir leveza e um ar mais contemporâneo? Como inserir desenhos de pontos novos?” Em um processo que levou sete viagens, ela conseguiu alcançar um método de trabalho que, em um certo momento, as mulheres estavam criando novos pontos sozinhas. Elas diziam: “mas já existem 300 pontos, como a gente vai criar um novo?”.
  Toda a coleção foi feita à mão. As costureiras levaram dois meses para entregar os pedaços de rendas em pontos diferentes. E no ateliê eles levaram mais um mês para emendar e tingir, transformando em um look de fato. A feltragem, que é um processo de inserir a lã nas tramas, tanto em seda quanto em renda. E ela ainda foi lixada para dar essa textura levemente desfiada. O trabalho lindo de tingimento das rendas e o tye diye também foram feitos em sua própria oficina. 100% homemade com materiais e produção 100% nacionais. Por serem tão especiais no modo de fazer, as peças serão super exclusivas.
  Delicado é uma das palavras para qualificar o desfile de Fernanda Yamamoto. Não é apenas um adjetivo da roupa que vemos, mas de todo o processo. Esse desfile fala de inclusão, de respeito, de descobertas, de amor, paciência, tolerância, suavidade e momentos de silêncio. Seu processo totalmente artesanal, com tingimento feito em seu próprio ateliê, faz com que sua equipe seja cada vez mais unida e capacitada. Quando sabemos disso e depois vemos o resultado na passarela, delicadeza é a primeira palavra que vem à cabeça. Delicadeza no gesto, no olhar, no processo, na maneira de pensar, de intervir, de criar.








  JULIANA JABOUR

  Juliana Jabour é assumidamente fascinada pelos anos 80. Década que inspirou muitos de seus desfiles, desde a época em que sua especialidade era a malharia sofisticada, a estilista volta usar sua época preferida para inspirar sua coleção para o Inverno 2016. Nele, porém, nada de malhas (com exceção do tricô) e muitos tecidos retilíneos como georgete, alfaiataria, além do couro, para compor uma imagem super oitentista graças às estampas com contrastes vibrantes de cores primárias, exagero no desenho dos prints (listras largas, bolas grandes) e um shape mais quadrado em alguns momentos, do maxivestido tipo camisola vermelho estampado à jaqueta perfecto pb de bolonas ou o conjunto de calça e blusa listrado verde e preto, com camadas de tecido sobreposto nas costas, que lembravam a gola de marinheiro, vista, com babadinhos, nas ótimas camisas da coleção.
  Outro destaque do inverno de Juliana são as bolsas e sapatos, que ela desenhou em parceria com a Lez a Lez, à venda no site da marca, logo depois do desfile. As botas e mocassins com solado de plataforma de borracha, assim como as bolsas tipo saco são ótimas opções de tendências em alta que podem ser usadas já no verão.








  LOLITTA

  Lolita Hannud mostrou sua coleção de inverno para uma plateia lotada de top blogueiras sedentas por suas novidades. E o desfile é mesmo um prato cheio para essas meninas de alta manutenção e com uma vida urbana e agitada. Como Lolita me contou no backstage, “é uma roupa para a mulher moderna que sai de casa a vai à luta”.
Foi em uma viagem a Praga que ela se deparou com o trabalho artesanal feito em metal nas armaduras medievais. A figura de Joana D´Arc entra como representação de uma mulher forte. Em seu moodboard no camarim, imagens de detalhes de armaduras, de malhas de aço e catedrais góticas.
  A coleção se desenvolve com o tricô, que faz parte do DNA da marca, de uma forma sofisticada e um bom trabalho com os materiais, que ela buscou no Japão (os fios metalizados), e na Itália (os fios com textura mais felpudinha). São poucas cores, porém bem escolhidas e um shape que valoriza a silhueta das meninas Lolitta e ainda encontra ecos na moda contemporânea jovem, com cumprimento midi, tops cropped e vestidos curtinhos.
  Lolita alcança bons resultados de uma forma geral. A edição está concisa, nada falta tampouco sobra, ela conhece seu público e faz o tipo de roupa que ele deseja. Esse desfile mostra uma evolução em seu trabalho como estilista no bom desdobramento de um tema, com começo, meio e fim. Muitos looks do dia em breve.
Ps: trilha linda de Max Blum com a nova música do Chromatics, “Shadows”.






  

  LINO VILLAVENTURA

  Nada como um veterano de São Paulo Fashion Week para nos mostrar com quantos looks se faz um desfile deslumbrante.
  O estilista Lino Villaventura declarou em seu release para a imprensa que não conseguia identificar o princípio da ideia desta coleção de Inverno 2016, ele apenas queria fazer uma linda coleção. E fez, claro.
  A roupa de Lino é sempre cheia de ricos detalhes e modelagens inusitadas. A parte masculina foi a mais bonita da temporada até agora, apesar de João Pimenta também ter brilhado.
  Os homens do estilista usarão calças e blusas soltas com forte inspiração no streetwear, porém feitos em tecidos especiais como seda, lã e couro.
  As mulheres, sempre deslumbrantes, andarão com seus ombros estruturados e com lindos trabalhos de bordado com cristais, que formam desenhos ricos em cores e formas.
  O desfile acabou com uma linda noiva minimalista. Sua saia estruturada revelava a modelagem impecável a cada passo da modelo. E a renda usada na parte de cima era daquelas de tirar o fôlego das ávidas por casar.








  OSKLEN

  Há alguns pontos de partida deste Inverno 2016. Com loja há três anos em Mikonos, Oskar Metsavaht viajou recentemente para a Grécia e trouxe de lá a ideia de falar sobre a origem das Olimpíadas, surgidas na Grécia antiga, em 776 antes de Cristo. Tema que faz gancho com as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Daí, apareceu o desejo de resgatar um desfile de mais de dez anos atrás, o segundo feito pela Osklen dentro do SPFW, o do Verão 2004, cujo ponto de partida, para a coleção feminina, era um maiô de salto ornamental. Havia também a vontade de Oskar de voltar-se para o conforto, e então resolveu se basear no moletom para desenvolver toda a coleção.         Muitos inícios, todos interligados e que levam a um só fim: o esporte. DNA da marca, ele também ganhou reflexão de Oskar e de Juliana Suassuna, diretora de moda da marca, sobre qual era o olhar da Osklen sobre o tema esportivo. Trata-se de uma abordagem luxuosa e sofisticada, e que vem do foco no que Juliana chamou muito de bem de a “nobreza do esporte”.
  Assim, é fácil entender como o moletom acaba se transformando no veludo de seda sofisticado dos abrigos, ou como os cadarços se metamorforsearam em elemento decorativo dos tênis, subiram para as roupas e se transformaram em amarrações das calças e saias de moletom, remetendo à amarração de espartilho, e fazendo pensar na discussão de gêneros. Tops lembram os maiôs dos ginastas olímpicos, shapes menos estruturados e mais orgânicos dão movimento aos muitos roupões de moletom, crepe de seda ou veludo, que fazem lembrar os judocas, mas também os roupões de nadadores e boxeadores. O moletom aparece sempre, pontuando a coleção, e ganha novas roupagens, vira até cinto, amarrado à cintura numa versão menos volumosa, de uma sobressaia. Os ramos de louro primeiro vêm como bordados dourados, depois viram prints e coroas na série final, que representa a vitória, com a simbologia do uso da coroa de ramos de louro, vinda da mitologia grega e adotada como premiação nas Olimpíadas da Grécia antiga.
  Baseada em linhas simples, com pegada minimalista mais evidente nos vestidos p&b, a coleção da Osklen consegue se mostrar muito autoral sem cair na cilada da repetição de si mesma, ainda que retome temas que lhe são recorrentes. Sempre, no entanto, de um jeito fresco, olhando para dentro sem deixar de olhar sempre para fora, e para frente. 








  Vejam o Snap do tudo que rolou no dia:


  Gostaram? Bom...logo mostro para vocês o último dia dos desfiles!!!



You Might Also Like

0 comentários

Popular Posts

@LAHMARIANOOFICIAL NO INSTAGRAM