Isis Bataglia estrela nova campanha da Cholet (Entrevista)

21:01:00

  Para a nova campanha de inverno, a Cholet propõe um mood geométrico e ousado. Com cenário clean, fendas e truques de combinações de cores, a modelo Isis Bataglia posou para as lentes de Fábio Bartelt e falou sobre a vida internacional.
  Recém-saída da campanha da Givenchy, a brasileira queridinha de Riccardo Tisci contou que a transição de São Paulo para Paris, e depois para o mundo, não foi nada fácil. “Era bem complicado no início, mas hoje já estou acostumada às viagens e a saudade da família. Logo eu, que era muito apegada à minha mãe”, disse.
  Atualmente morando na Cidade Luz, Isis, de apenas 24 anos, já desfilou para marcas como Dolce&Gabbana e Versace, além de ter estrelado capas das principais publicações de moda. “Já fiz todas as temporadas de moda internacionais e algumas campanhas, mas o meu sonho mesmo é fotografar para alguma marca de perfume”, confessa.
  Para o shooting, Cholet combinou os traços marcantes de Isis aos shapes esvoaçantes da marca. A nova coleção valoriza o corpo da mulher brasileira de maneira natural, propondo cintos como forma elegante de afinar a silhueta.
  Com muitas fendas e recortes geométricos, a nova coleção da Cholet vem com uma bossa sexy chic. Presença garantida no guarda-roupa feminino no inverno, o preto ganha destaque em peças minimalistas e, às vezes, misturado a cores chaves. Para quebrar a sobriedade, a cartela inclui combinações com amarelo, azul e branco.










Você trabalhou sendo corpo de prova da Dior, além de desfilar em nove coleções da grife. Como foi esse período e como é ver o seu shape sendo escolhido como o padrão de perfeição?
IB: Trabalhei dois anos para a Dior e me sentia muito honrada por todo o processo de criação passar pelo meu corpo, desde joias, óculos, bolsas, sapatos, etc. Tudo era provado em mim. Era um trabalho diário e muito intenso, mas, ao mesmo tempo, a oportunidade de aprendizado foi única. 

Qual foi a sensação de receber um convite para participar do desfile masculino da Givenchy e dividir a passarela com modelos como Naomi Campbell, Candice Swanepoel e Mariacarla Boscono? Bateu nervosismo? 
IB: Quando soube que seriam apenas 10 modelos no desfile masculino, todas tops, e eu estaria no meio delas, achei inacreditável. Fiquei muito nervosa, mas ao mesmo tempo para mim seria uma oportunidade de brilhar, então estava focada em dar o meu melhor. 

Atualmente você é considerada como a modelo queridinha do estilista Ricardo Tisci, da Givenchy. Isso te pressiona ou te motiva? 
IB: Ter sido escolhida para ser exclusiva da Givenchy é como ter um sonho realizado. A pressão existe, mas é uma grande motivação para seguir em frente na minha carreira.

Como foi desfilar para a grife, sendo a única brasileira na passarela, e estrelar a campanha de inverno da marca? Você considera um marco na sua carreira? 
IB: Com certeza foi um grande marco. Trabalhar para uma das maiores marcas do mundo com uma das melhores duplas de fotógrafos, além do time de tops, muda a vida de qualquer modelo. 

No último SPFW você foi a modelo recordista de desfile, participando de 26 apresentações. Como é ser tão requisitada? A que se deve tamanho sucesso? 
IB: É ótimo ser reconhecida e poder demonstrar no meu trabalho todo o amor que tenho pelas passarelas. Fazer muitos desfiles é uma correria louca, é desgastante, mas acaba rápido, e eu adoro. 

Você é apontada como a sósia da Adriana Lima, uma das modelos brasileiras mais bem-sucedidas do universo Fashion. Você recebe a comparação como um elogio ou se sente intimidade pela responsabilidade? 
IB: Ser comparada com a Adriana Lima para mim é elogio. Sou fã dela desde o início da minha carreira e quem dera um dia chegar pelo menos perto do êxito que ela possui. 

Por conta da profissão, você vive entre a ponte aérea Nova Iorque/Paris. Como faz para matar a saudade de São Carlos, sua terra natal, e do que mais sente falta do Brasil?
IB: Estou diariamente em contato com a minha família e tento aproveitar o máximo quando tenho oportunidade de dar uma paradinha em São Carlos. O que mais sinto falta do Brasil é do famoso arroz com feijão. 

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