UMA / SPFW43

22:17:00

  As modelos se arrumavam em salas pequenas no subsolo, o público entrava pelo térreo e o desfile aconteceu no andar de cima, com luz natural e em silêncio, já que o espaço não permite música. O caminhar das modelos e os cliques dos fotógrafos serviram como trilha real para mostrar uma roupa real que, inclusive, já está à venda. “É uma roupa durável, gostosa de andar, é a mulher que eu atendo, o shape que gosto de trabalhar, descontraído e contemporâneo”, conta Raquel antes de subir para a apresentação.
  A Uma está cada vez mais atenta ao seu nicho, um público formado por homens e mulheres dos 20 e poucos aos 80 e que dividem o gosto por essa estética minimalista, com roupas descomplicadas, mas com pensamento de design, bom uso de materiais e preocupação com conforto.
São lindas as peças cinza mescla. Elas passam uma mensagem forte de roupas quer acolhem. A coleção de uma forma geral, com seu mix de silhuetas volumosas e leves, abraça o corpo ou o deixa respirar, dois momentos preciosos e necessários para o momento atual. Raquel inclusive se conectou com uma frase que achou no livro “O Valor do Amanhã”, de Eduardo Gianetti:
“O cansaço do mundo, as dores da existência finita e a ansiedade em face ao presente, pedem uma trégua periódica. O real tem que um quê de ilusório e virtual. O passado e o futuro são abstrações, construções mentais que povoam a memória e a expectativa humana. O presente é o intervalo que separa e faz fluir nossa experiência”.
  O texto de 2005 poderia ter sido escrito mês passado. “Tem esse momento que a gente vive agora. Precisamos de um respiro diz Raquel. E um respiro ela nos deu




































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